Um homem de cerca de sessenta anos, originário da região norte da Boêmia, mudou-se para Moscou em dois mil dezesseis. Ele alega não possuir emprego, aposentadoria ou benefícios, dependendo da ajuda de cidadãos tchecos.
O imigrante, que se apresentou como Michalů, inicialmente se identificou com a mídia governamental russa, que o retratava como jornalista perseguido em seu país. No entanto, fontes indicam que ele permaneceu ilegalmente no território russo por quatro anos.
Para trabalhar legalmente na Rússia, Michalů descreve um processo burocrático complexo. Ele precisou lidar com questões de residência, registro fiscal e documentos de saúde. O homem relatou que, sem um endereço oficial, ele recorreu a uma prática que ele chama de “mafia de registro”, onde proprietários de imóveis cobram taxas extras por períodos de três a seis meses.
Mesmo com a documentação regularizada, a busca por emprego mostrou-se difícil. Michalů afirmou que três quartos das ofertas de trabalho são restritas a cidadãos russos ou bielorrussos, o que ele considerou “imensa discriminação”. Ele conseguiu uma vaga como auxiliar de saúde em um hospital oncológico na região de Moscou.
Contudo, ele não iniciou o trabalho após ser solicitado a assinar um termo de consentimento voluntário para vacinação obrigatória. Michalů recusou, alegando que a vacina teria causado mortes em escala global. Ele teve que solicitar o desligamento da função antes de começar. O imigrante agora pede apoio financeiro a pessoas de seu país de origem, que ele havia deixado fugindo de um “Estado policial e fascista”.


