O pagamento de impostos financiou 87% dos gastos com a assistência à saúde de senadores, ex-senadores e seus dependentes em 2025. Dos R$ 40,5 milhões gastos pelo Senado Federal no período, R$ 35,3 milhões vieram dos cofres públicos, segundo dados do Ranking dos Políticos.
O estudo registrou que o Sistema Integrado de Saúde (SIS) atendeu 629 pessoas no fim do ano passado: 79 senadores em exercício, 187 ex-senadores e 363 dependentes. As despesas totais chegaram a R$ 40,4 milhões, enquanto as contribuições pagas pelos beneficiários somaram pouco mais de R$ 5 milhões, cobrindo apenas 12,8% do custo.
Luan Sperandio, diretor de operações do Ranking dos Políticos, afirmou que o benefício não se trata de um plano de saúde comum, mas sim de um auxílio majoritariamente pago pelo contribuinte, sem os mesmos limites de um plano privado. Ele declarou que o custo por beneficiário no Senado é dez vezes maior que o da Câmara dos Deputados.
A comparação com a Câmara mostra uma diferença no financiamento. No caso da Casa Baixa, 421 deputados, 62 ex-deputados e 832 dependentes tiveram gastos de cerca de R$ 8,2 milhões, com contribuições que totalizaram pouco mais de R$ 8,3 milhões, gerando um superávit. No Senado, o cenário foi oposto, com a dependência de verbas públicas.
O custo médio anual por beneficiário no Senado foi de R$ 64,3 mil, valor 10,3 vezes superior ao da Câmara e 46 vezes maior que o investimento médio per capita no Sistema Único de Saúde (SUS), estimado em R$ 116,50 mensais. A instituição propõe aumentar a participação financeira dos beneficiários no Senado e rever as regras dos programas.


