O índice de manufatura dos Estados Unidos subiu para 55,6, seu nível mais alto desde maio de 2022, indicando que a economia americana está ganhando impulso. Contudo, a inflação persistente e o forte desempenho corporativo podem levar o Federal Reserve a elevar as taxas de juros em 2026, contrariando expectativas de cortes.
O relatório do Instituto for Supply Management (ISM) mostra que o setor manufatureiro ultrapassou o limiar de 50 por sétimo mês consecutivo, sinalizando expansão econômica. Embora crescimento robusto geralmente favoreça investidores, o Fed mantém o foco no retorno da inflação ao alvo de 2%. Um crescimento mais rápido oferece ao órgão mais margem para manter a política restritiva ou apertar ainda mais.
A resiliência econômica também é vista nos resultados corporativos. Segundo dados da FactSet, a margem de lucro líquida do S&P 500 atingiu 16,7% no segundo trimestre, o patamar mais alto desde 2009. No entanto, a inflação não cedeu. Relatórios recentes de Índice de Preços ao Consumidor (CPI) e Índice de Preços ao Produtor (PPI) mostram firmeza nos preços, agravada pelo aumento de custos de energia devido ao conflito com o Irã.
A combinação de crescimento forte, lucros recordes e inflação persistente muda o balanço de riscos. Se os próximos relatórios de CPI e PCE não mostrarem progresso significativo em direção à meta de 2%, os formuladores de política podem concluir que a economia suporta outro aumento de juros antes do fim do ano. Os números atuais sugerem que as taxas podem estar em patamares não vistos em quatro anos.


