O Rio de Janeiro registrou 228 denúncias de intolerância religiosa entre janeiro e julho deste ano, segundo o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). O número coloca o estado em segundo lugar no país, atrás apenas de São Paulo, com 329 ocorrências no mesmo período.
O aumento dos casos é notório, especialmente em junho, quando foram registradas 37 denúncias, um salto de 117% comparado ao mesmo período do ano anterior. Em um terreiro de umbanda no Méier, Zona Norte, integrantes relataram ter sido alvos de preconceito e ameaças motivadas pela crença.
Um representante do terreiro relatou que vizinhos gravaram áudio e o enviaram ao proprietário do imóvel, alegando insatisfação com a atividade religiosa. O sacerdote afirmou que os episódios frequentemente ocorrem no cotidiano, com vizinhos aparecendo como autores em 54 das ocorrências registradas pelo Disque 100.
Em outro incidente, durante uma gira em 9 de julho, vizinhos ligaram caixa de som com louvor evangélico em volume alto na direção do terreiro. O sacerdote comentou que a legislação brasileira prevê de dois a cinco anos de prisão e multa para quem praticar ou incitar discriminação por motivo religioso.


