Investigados por suposta ligação com o PCC utilizaram a plataforma de pagamentos Zelle para realizar operações financeiras suspeitas de lavagem de dinheiro. A informação consta em decisão judicial que autorizou a Operação Exchange, deflagrada no dia 3 de julho pela Polícia Federal.
Mensagens extraídas de aparelhos celulares apreendidos indicam o uso do sistema para transferências internacionais destinadas ao pagamento de entorpecentes. Em um dos casos, os investigadores identificaram um depósito de US$ 10.002 realizado via Zelle para uma conta no Bank of America. O sistema, operado pela Early Warning Services, permite transferências diretas entre contas bancárias por meio de e-mail ou número de telefone.
Segundo a PF, o grupo utilizava empresas de fachada para lavar dinheiro do tráfico, com destaque para a Victory Trading Intermediação de Negócios. Relatórios de inteligência financeira apontam que um dos investigados teria transacionado R$ 1,9 bilhão por meio dessa estrutura. As apurações contaram com o compartilhamento de dados do Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos.
A operação ocorreu dois dias após o governo norte-americano anunciar o bloqueio de bens dos envolvidos sob sua jurisdição. Entre os alvos da investigação está Ygor Fokin Saviolli, apontado como um dos articuladores da venda de drogas, cujo celular foi apreendido em 2023. O material extraído continha registros de negociações de haxixe e investimentos em criptoativos.

