O Irã afirmou, nesta quarta-feira (26), que chegou a um acordo com Omã sobre a divisão das águas do estreito de Ormuz e das receitas ligadas à passagem marítima. Os dois países buscam um entendimento mais amplo para retomar o tráfego pela rota, que está em grande parte fechada desde março.
Um porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã informou que as duas nações definiram suas participações no estreito e nos lucros. A declaração foi divulgada por agências internacionais e pela agência semioficial iraniana Tasnim. O representante afirmou que os resultados são aceitáveis para ambos os lados.
O porta-voz declarou que os Estados Unidos estariam dificultando e atrasando as negociações entre Teerã e Mascate. No entanto, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, ainda não confirmou publicamente o anúncio feito pela Guarda Revolucionária.
Na terça-feira (25), os Ministérios das Relações Exteriores de Irã e Omã divulgaram uma declaração conjunta. O texto mencionava a discussão de uma estrutura provisória para permitir a navegação, mas não anunciava acordo definitivo nem citava a cobrança de taxas. Valores e percentuais da nova partilha não foram divulgados.
A rota permanece praticamente fechada desde março, após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, que resultaram na morte do então líder supremo, Ali Khamenei. Antes do conflito, cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito transportados no mundo passavam pelo estreito.
Teerã deu sinais de flexibilização recente. No dia 22 de agosto, o governo autorizou a travessia de petroleiros iraquianos após pedidos de Bagdá. Na mesma data, o líder do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Mohsen Rezaei, afirmou que o estreito seguiria fechado enquanto Washington não cumprisse compromissos do acordo de paz de junho.


