O Irã endureceu suas exigências para reabrir o Estreito de Ormuz, após os Emirados Árabes denunciarem um ataque de míssil iraniano contra uma de suas embarcações. O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã declarou que o estreito só voltará a operar normalmente se os Estados Unidos alterarem sua postura.
A declaração, divulgada pela emissora estatal iraniana, listou diversas condições. Entre elas, o conselho exige o fim definitivo de ameaças e da guerra contra o Irã e seus aliados na região, a suspensão do bloqueio naval aos portos iranianos e a retirada das tropas americanas da área. Outras demandas incluem reparação total pelos danos da guerra, o fim das sanções e a liberação sem condições dos ativos iranianos congelados.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, comentou que as partes estão próximas de fechar um entendimento sobre navegação, especialmente sobre a definição de uma rota de trânsito. Contudo, ele afirmou que a reabertura efetiva do estreito depende de outros fatores, citando o descumprimento do acordo provisório pelos americanos.
Omã, que media o conflito, informou que as conversas seguem em clima “positivo e construtivo” e condenou os ataques na região. O estreito, vital para o fluxo global de petróleo e gás, segue com tráfego reduzido de navios. O prazo de 60 dias para um acordo final vence em pouco mais de uma semana, mas pode ser prorrogado.

