Israel rejeitou a proposta dos Estados Unidos para a Faixa de Gaza, que previa a segunda etapa do acordo de paz articulado por Donald Trump. O primeiro-ministro Netanyahu afirmou que as tropas israelenses não deixarão o território palestino enquanto o Hamas não estiver “verdadeiramente desarmado”.
A rejeição do documento de 15 pontos, apresentado pelo chamado “Conselho de Paz” de Trump no fim de julho, representa um novo entrave ao avanço do plano de estabilização e reconstrução de Gaza. Netanyahu declarou que o Exército israelense não fará nenhuma retirada do território até que o desarmamento do Hamas se concretize, mantendo o tema como principal ponto de impasse.
Em outra frente, Netanyahu reafirmou o compromisso de Israel em impedir o desenvolvimento de armas nucleares pelo Irã. “Quero enfatizar mais uma vez: com ou sem acordo, enquanto eu for primeiro-ministro, o Irã não terá armas nucleares”, disse o líder israelense, em meio a uma escalada de tensões regionais.
Paralelamente, o Irã informou que um acordo com Omã para novas rotas de navegação no Estreito de Ormuz está em “estágios finais”. Contudo, Teerã condicionou a reabertura da passagem ao cumprimento de exigências dos Estados Unidos. O chanceler iraniano, Abbas Araqchi, também exigiu compensações dos EUA pelos ataques sofridos.

