A Praia de Itacoatiara, em Niterói, estabeleceu-se como um ponto relevante no surfe de ondas grandes. A oitava edição do Itacoatiara Big Wave (IBW) ocorrerá em 2026, com janela aberta até setembro. A competição, que distribui R$ 150 mil em premiação, adota o sistema tow-in, colocando a praia em comparação com Nazaré, em Portugal.
O IBW utiliza o tow-in, modalidade em que um atleta é rebocado por um jet-ski para ganhar velocidade antes de atacar a onda. Segundo Alexey Wanick, diretor executivo do IBW, o uso do equipamento permite que os surfistas enfrentem ondas maiores e utilizem pranchas menores, possibilitando manobras de alta performance. Embora Itacoatiara apresente ondas de quatro a seis metros, elas são descritas como rápidas e cavadas, diferentemente das ondas de Nazaré, potencializadas por um cânion submarino.
A organização do campeonato planeja implementar um sistema de julgamento específico para tow-in em 2026. Além disso, o conhecimento sobre o pico é transmitido entre gerações de surfistas locais. Guilherme Herdy, ex-integrante da elite mundial, afirmou que a onda concentra muita energia devido à proximidade dos costões e às correntes marítimas.
A atleta Michaela Fregonese considera Itacoatiara um local de preparação para os maiores desafios do surfe, como Nazaré e Jaws. Ela comentou que a onda é “extremamente pesada, tubular, power”, alertando sobre o risco de lesões causadas por irregularidades na superfície, conhecidas como bumps.

