O interesse por jogos de tabuleiro modernos avança no Brasil, ultrapassando o nicho infantil. Segundo levantamento da Abrinq, divulgado pela ABRIN, a categoria de jogos e cartas cresceu 16% em 2025. O público adulto, chamado de kidults, é um pilar desse movimento de consumo e socialização.
O mercado de board games no país atingiu US$ 345 milhões em 2025, conforme estimativas de relatórios privados, e o setor de brinquedos faturou R$ 10,3 bilhões. O consumo lúdico adulto é associado à pausa na rotina, à socialização e ao bem-estar, segundo a Abrinq.
O Hospital das Clínicas da USP descreve os jogos como estímulo à memória, raciocínio e planejamento, além de favorecer a redução de estresse e a interação presencial. A mesa de jogos oferece um intervalo do uso contínuo de telas e reforça vínculos analógicos entre amigos.
A complexidade de títulos modernos, como euros e campanhas, exige manuais longos. Essa necessidade de consulta interrompe a partida, impulsionando a busca por ferramentas digitais. O BoardGamesBot, por exemplo, oferece assistente de regras indexado ao manual, com captura de texto e tradução, conforme afirma Dan Mark Printes, fundador do serviço.
Além de responder dúvidas, a plataforma permite que usuários organizem coleções, registrem partidas e acompanhem alertas de preço no varejo especializado, apoiando a demanda por organização no hobby.

