Aos 77 anos, Zenaide Azeredo morreu na segunda-feira, dia 17 de agosto. A jornalista ajudou a construir a cobertura política e militar de Brasília ao longo de mais de quatro décadas de carreira, segundo o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF).
A morte foi comunicada nesta quarta-feira, dia 19 de agosto, pelo SJPDF e confirmada pela família. Em Brasília, Zenaide Azeredo foi conhecida por sua atuação na cobertura militar, acompanhando um dos períodos mais importantes da história do país. Nos anos 1980, ela trabalhou no Jornal de Brasília e cobriu a transição do regime militar para o período democrático.
O jornalista Ivan Godoy, que trabalhou com ela no Jornal de Brasília, afirmou que ela entendia muito de cobertura militar. Godoy declarou que a profissional era precisa e firme ao tratar de assuntos delicados, conquistando respeito até entre os alvos de suas reportagens.
A jornalista Tânia Monteiro, colega de trabalho, relatou que as duas competiam pela mesma informação na área militar, mas mantinham uma relação respeitosa. Monteiro contou que percorriam corredores e escadarias dos ministérios militares e do Quartel-General do Exército em busca de notícias.
A experiência acumulada levou Zenaide Azeredo a atuar na assessoria de imprensa do Ministério da Defesa durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Ela lutou para que a sala da assessoria ficasse ao lado do gabinete do ministro, garantindo acesso direto. O SJPDF também citou seu trabalho na cobertura de povos indígenas e na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

