Três indivíduos relataram ter sido pressionados por médicos e hospitais a seguir tratamentos de transição de gênero. O relatório encomendado pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) detalha casos em que intervenções médicas ocorreram enquanto os jovens eram menores de idade.
O documento do HHS, intitulado “Wolves in White Coats: How Doctors and Hospitals Pushed and Profited from the Fraud of “Gender Medicine””, narra experiências de Clementine Breen, Soren Aldaco e Luke Healy. O relatório alega que incentivos financeiros motivaram hospitais e médicos a oferecerem tratamentos de transição de gênero e identifica práticas de faturamento de seguros que podem ser inadequadas.
Clementine Breen, aos doze anos, alegou que médicos do Children’s Hospital Los Angeles informaram aos pais que ela era “100% trans” e corria alto risco de suicídio sem intervenção médica. Segundo o relatório, Breen iniciou bloqueadores de puberdade aos doze anos, testosterona aos treze e fez mastectomia dupla aos quatorze. Posteriormente, ela parou o uso de testosterona aos dezoito anos, após concluir que o sofrimento ligado à identidade de gênero vinha de traumas anteriores.
Aldaco relatou que o sofrimento relacionado ao gênero surgiu na adolescência e que comunidades online apresentaram a transição como resposta adequada. Ele começou a tomar testosterona antes de uma mastectomia dupla, mas sofreu complicações graves após o procedimento. O relatório aponta que os prestadores de serviço não iniciaram uma reavaliação estruturada do plano de tratamento.
Luke Healy, que tinha dez anos ao conhecer comunidades online sobre identidades transgênero, relatou que, embora seus pais tenham se negado a consentir com bloqueadores de puberdade ou hormônios, ele passou a buscar tratamentos aos dezoito anos. Healy descreveu que os médicos apresentavam procedimentos como se fossem produtos, e não ajuda psicológica.

