O Índice de Brilho do Comércio Brasil (IBC-Br), indicador que antecipa o Produto Interno Bruto (PIB), recuou 0,64% em junho. Contudo, a atividade econômica apresentou leve alta de 0,18% no fechamento do segundo trimestre. O economista Gesner Oliveira, da Fundação Getulio Vargas (FGV), avalia que o PIB brasileiro deve crescer próximo de 2% neste ano.
Oliveira afirmou que o impacto da política monetária no nível de atividade ocorre de maneira gradual. Ele explicou que a queda de 0,64% do IBC-Br em junho não define uma retração isolada, pois o segundo trimestre registrou avanço. O mercado de trabalho aquecido e a baixa taxa de desemprego ajudam a manter a atividade econômica.
Entre os setores, a indústria de transformação preocupa Gesner Oliveira devido à pressão internacional e à concorrência chinesa. O setor extrativo, em contraste, se beneficia do desempenho das commodities, como o petróleo. O agropecuário também mostra crescimento razoável, embora os serviços tenham desacelerado mais.
O alto endividamento de famílias e empresas pressiona a demanda, pois o consumo, que representa mais de dois terços do PIB, é freado. Essa combinação de dívida elevada e juros altos reduz a capacidade de consumo e investimento da economia.


