A Justiça de São Paulo adiou, nesta quinta-feira (27), pela segunda vez o interrogatório do tenente-coronel acusado de matar a esposa, a policial militar Gisele. O depoimento foi remarcado para o dia 8 de setembro, às 10h, após a defesa solicitar prazo adicional para a complementação de um laudo pericial.
A decisão concedeu ao Instituto de Criminalística cinco dias, em prazo improrrogável, para apresentar o documento. O despacho judicial ressalta que o processo envolve réu preso e que a juntada da prova é considerada imprescindível para a realização do ato.
O advogado José Miguel Silva, que representa a família da vítima, disse que os parentes consideram correto o adiamento para evitar questionamentos sobre cerceamento de defesa. No entanto, Silva sustenta que a defesa do acusado utiliza o pedido do laudo para atrasar o andamento do processo.
Segundo o advogado, a estratégia seria procrastinar o feito para que o caso caia no esquecimento da sociedade e da mídia, facilitando a obtenção da liberdade do tenente-coronel. Ele informou que a perita solicitou esclarecimentos sobre as informações do documento, mas houve demora da defesa em responder.
Silva afirmou que a magistrada não teria alternativa a não ser redesignar o interrogatório para preservar a validade do processo e evitar a anulação de provas colhidas. O advogado contou ainda que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou uma liminar à defesa do acusado nesta semana.
O Instituto de Criminalística será comunicado com urgência. Após a anexação da prova, a acusação e a defesa serão notificadas. A Justiça determinou a requisição do tenente-coronel para a nova data e orientou o Presídio Militar Romão Gomes a evitar a apresentação do réu no horário anteriormente marcado.
A defesa do tenente-coronel não respondeu aos pedidos de manifestação.


