O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou, nesta sexta-feira (4), do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, uma solução para a crise na Corte. As declarações foram feitas durante cerimônia no Palácio do Planalto, onde o mandatário criticou a prática de vazamentos seletivos em investigações.
Lula afirmou que as autoridades responsáveis devem buscar a saída para o cenário de questionamentos que envolve a Justiça. Segundo o presidente, a Suprema Corte e a Procuradoria-Geral da República (PGR) estão sob expectativa da sociedade brasileira e que cabe a Fachin e Gonet a responsabilidade de transmitir tranquilidade sem esconder informações.
O mandatário defendeu que a divulgação de dados de investigações ocorra sem a influência de interesses políticos ou econômicos. Ele disse que a Justiça precisa impedir a indústria de fake news e o que chamou de denuncismo, sob o risco de a sociedade perder a credibilidade nas instituições judiciais.
Durante o discurso, Lula declarou ter certeza de que o Brasil discutirá a necessidade de realizar uma reforma no Poder Judiciário em 2027. As falas ocorrem em meio ao aumento do tom do presidente em reação a revelações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o caso Master.
O presidente também defendeu que autoridades e cidadãos sejam submetidos às mesmas regras da legislação e da Constituição. Lula afirmou que o exercício de função pública não deve ser utilizado para obtenção de benefícios pessoais, independentemente do cargo, citando como exemplos desde a presidência até a atividade de catador de material reciclável ou médicos.


