A Justiça condenou um policial federal a 26 anos e sete meses de prisão por integrar um esquema de tráfico de drogas no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus. A sentença, publicada nesta terça-feira (25), determinou a perda do cargo público e o pagamento de 2.456 dias-multa para o agente.
O servidor foi condenado por tráfico de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro, violação de sigilo funcional e uso indevido de acesso restrito. A pena deve ser cumprida em regime fechado. Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), o policial utilizava o acesso a áreas restritas do terminal para colocar mochilas com entorpecentes no setor de embarque doméstico.
A apuração indica que o agente também acessava sistemas internos da Polícia Federal para obter informações sobre investigações e repassá-las ao grupo. Para ocultar a origem do dinheiro, o policial registrava bens adquiridos com o esquema em nome do cônjuge.
Outras três pessoas foram condenadas. Um integrante responsável pela logística de transporte recebeu pena de 16 anos, nove meses e sete dias de prisão, além de 2.056 dias-multa. Dois transportadores foram condenados a quatro anos e nove meses de prisão cada.
O grupo transportava drogas do Amazonas para outros estados. Os transportadores entravam no aeroporto com mochilas vazias, passavam pela inspeção de segurança e depois recebiam bolsas com entorpecentes, cuja entrada na área de embarque era facilitada pelo policial.
Os quatro membros foram presos em março de 2025 durante a Operação Gatekeeper, quando a Polícia Federal cumpriu seis mandados de busca e apreensão. A sentença foi proferida pela 2ª Vara Federal da Seção Judiciária do Amazonas.

