A Justiça das Ilhas Cayman determinou a liquidação da Titan Capital, holding associada ao antigo controlador do Banco Master. A Suprema Corte local designou três consultores para administrar o processo, que prevê a apresentação de reivindicações de credores.
A medida ocorre após ações tomadas no Brasil contra a holding. Em março, o Banco Central (BC) bloqueou os bens da Titan. Posteriormente, uma empresa com o mesmo nome foi constituída no Reino Unido. A decisão nas Cayman pode alcançar ativos em outras jurisdições, inclusive em paraísos fiscais, por meio de cooperação jurídica internacional.
A Titan Capital ganhou notoriedade em São Paulo por sua sede na Faria Lima, ocupando cerca de 4 mil metros quadrados. A holding também esteve no radar da Polícia Federal (PF) e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que apontaram a empresa em estrutura de lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master.
O Coaf identificou, entre janeiro e julho de 2025, transferências que somaram até R$ 700 milhões, realizadas por meio de cotas de fundos do Banco Master para a Titan. A liquidação altera o controle do patrimônio, e o processo tramita sob sigilo no Supremo Tribunal Federal, com cooperação de autoridades dos Estados Unidos.


