A Justiça de São Paulo aceitou denúncia do Ministério Público Estadual e tornou réu Leonardo Avalanche, presidente nacional do PRTB. O empresário é acusado de associação criminosa, violência política e uso de dados falsos, alegadamente por ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
O MPE-SP detalhou que o esquema de Avalanche envolveu uma operação ilegal para assumir o comando da legenda em fevereiro de 2024. Segundo a denúncia, o grupo utilizou documentos falsificados e fraudou assinaturas para fazer com que dezenas de pessoas se apresentassem como sócios fundadores do partido.
Além das acusações eleitorais, o inquérito aponta crimes de violência política contra a mulher. A ação penal inclui ofensas misóginas e ameaças, motivadas pela expulsão de oponentes internos, como a então vice-presidente nacional do partido. O Ministério Público afirmou que senhas do sistema foram usadas para filiar adversários em outra legenda, gerando cancelamento automático no PRTB.
Gravações divulgadas mostram Avalanche afirmando ter influência sobre a cúpula do PCC, mencionando um indivíduo ligado ao tráfico internacional. O dirigente nega qualquer envolvimento com facções criminosas. Em declaração de bens ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Avalanche declarou possuir mais de R$ 495 milhões, 99% em criptomoedas.

