A Justiça do Peru anulou a condenação de Nadine Heredia, ex-primeira-dama, por lavagem de dinheiro. A decisão, do Tribunal Superior Nacional, revogou os mandados de prisão contra ela, que reside no Brasil desde abril de 2025.
Heredia havia sido condenada a quinze anos de prisão por receber recursos ilícitos. As acusações envolviam a empreiteira Odebrecht e o governo da Venezuela, usados para financiar as campanhas presidenciais de seu marido, Ollanta Humala, em dois períodos: dois mil e seis e dois mil onze.
A corte estendeu a decisão anterior do Tribunal Constitucional peruano, que beneficiou Ollanta Humala e outros réus do mesmo processo. O entendimento judicial foi de que a conduta atribuída aos acusados não configura crime de lavagem de dinheiro na época dos fatos. O tribunal considerou que a legislação usada para fundamentar a condenação foi incorporada depois ao ordenamento jurídico peruano, impedindo sua retroatividade.
A ex-primeira-dama chegou ao Brasil em abril de dois mil e vinte e cinco, após receber asilo político. Apesar da anulação da condenação, advogados de Heredia pedem que ela permaneça no território brasileiro. A defesa aponta a existência de outras investigações no Peru e falta de garantias de segurança jurídica para um retorno ao país.


