A influenciadora Virginia Fonseca não foi localizada pela segunda vez pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) para ser notificada sobre uma ação civil pública. O processo, movido pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), envolve a empresária e a casa de apostas Blaze por publicidade enganosa.
Os Correios informaram à Justiça no domingo (30) que a notificação não foi entregue porque a influenciadora não estava no endereço indicado em Goiânia. A primeira tentativa ocorreu em 30 de julho, quando o documento foi devolvido sob a justificativa de que o endereço fornecido era insuficiente.
O MPDFT questiona a forma como Virginia promoveu a plataforma de apostas e pede que ela e a empresa sejam condenadas ao pagamento de, no mínimo, R$ 120 milhões por danos morais coletivos. Após o início do processo, a influenciadora anunciou o fim do contrato com a Blaze.
Diante da devolução da correspondência, o Judiciário poderá realizar nova tentativa de notificação ou adotar a citação por edital. A defesa de Virginia não respondeu aos pedidos de esclarecimento sobre a impossibilidade da entrega do documento.
O Ministério Público também recorreu de decisão de primeira instância que havia negado a suspensão das propagandas. Em segunda instância, no dia 21 de julho, o desembargador Renato Scussel determinou que a influenciadora e a empresa se abstenham de veicular ou impulsionar publicidade de apostas que prometa lucros fixos ou garantidos.


