O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) suspendeu o bloqueio de R$ 54 bilhões que afetava nomes ligados à Americanas. A medida, autorizada pela juíza Giovana Teixeira Brantes Calmon, ocorreu no contexto da Operação Disclosure, deflagrada em junho.
A decisão de primeira instância havia sido tomada sob a alegação de indícios de participação próxima dos acionistas de referência nas decisões da varejista. A magistrada citou conversas de colaboradores da investigação, afirmando que a LTS Investments, holding ligada a figuras proeminentes, acompanhava de perto as decisões da companhia.
O Ministério Público Federal (MPF) manifestou-se contra a manutenção do bloqueio. Os procuradores questionaram a base jurídica, alegando que a decisão corria risco de atribuir responsabilidade criminal com base apenas nas posições societárias, sem comprovar conduta individual.
A LTS Investments defendeu que não há fundamento para afirmar que os acionistas de referência conheciam as irregularidades contábeis antes de sua revelação. A suspensão do bloqueio altera o andamento das investigações sobre as práticas da companhia.


