Viles Dorsainvil, líder comunitário e cofundador do Haitian Support Center em Springfield, Ohio, dedica seus dias a auxiliar imigrantes haitianos diante da iminente perda do status TPS. A decisão federal de encerrar o programa coloca centenas de pessoas em situação de vulnerabilidade, forçando escolhas difíceis.
Dorsainvil, de quarenta anos, acompanha a situação de muitos imigrantes que chegaram aos Estados Unidos em dois mil e vinte sob o status TPS. Um tribunal federal confirmou recentemente o sucesso da iniciativa do governo Trump para extinguir o status para Dorsainvil e cerca de trezentos e trinta mil outros haitianos, sinalizando deportações nos próximos meses.
As autoridades de Segurança Interna emitiram um aviso aos haitianos em todo o país: aceitar o valor de dois mil e seiscentos dólares e retornar ao Haiti, ou recusar e receber monitoramento eletrônico, permitindo a detenção pela Polícia de Imigração e Alfândega (ICE). O centro comunitário, fundado por Dorsainvil em dois mil e vinte e três, registrou um aumento nas chamadas de haitianos preocupados com o futuro.
Em Springfield, a apreensão comunitária se intensificou após rumores de operações da ICE. Dorsainvil, que também estuda dois mestrados na Wright State University, relatou que a maioria dos contatos com oficiais de imigração se desenrola da mesma forma: oferecem o pagamento de dois mil e seiscentos dólares em troca da deportação, o que os imigrantes geralmente rejeitam.
A situação não se restringe a Ohio. Em Flórida, onde reside a maior população haitiana, o governo estadual alinha-se à agenda de deportação em massa, forçando autoridades locais a realizarem prisões relacionadas à imigração. Especialistas apontam que muitos trabalhadores haitianos já perderam seus empregos desde a decisão do Supremo Tribunal Federal.


