O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, pediu aos países muçulmanos que se unam contra os Estados Unidos e Israel em mensagem escrita divulgada neste domingo (30). O texto, publicado no Telegram por ocasião da Semana da Unidade Islâmica, ocorre seis meses após o início da guerra no Oriente Médio.
Mojtaba Khamenei afirmou que a solução para os problemas da comunidade muçulmana reside na unidade de discurso e na cooperação. Segundo o aiatolá, qualquer ação que provoque divisão entre os muçulmanos, seja voluntária ou involuntária, serve aos objetivos dos inimigos do islã.
O líder recomendou que governantes de países islâmicos, especialmente os da Ásia Ocidental e do Golfo, identifiquem e enfrentem o que chamou de verdadeiro inimigo. A mensagem questionou se os palestinos estariam desamparados caso houvesse união entre as nações muçulmanas.
O texto surge em meio a especulações sobre a saúde de Mojtaba, que não aparece em público desde 28 de fevereiro, quando foi ferido em ataques aéreos que mataram seu pai, Ali Khamenei. Fontes próximas ao líder informaram a agências internacionais que ele teve o rosto desfigurado e sofreu lesões graves em ao menos uma das pernas.
Na quarta-feira (26), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou acreditar que o líder iraniano continua vivo, embora gravemente ferido no lado esquerdo do corpo, incluindo braço e perna.
Em outra declaração escrita na sexta-feira (28), Mojtaba proibiu atos que comprometam a coesão social. Ele defendeu a desdolarização gradual da economia do país e o aumento da produção para revitalizar a atividade econômica, após meses de bloqueio naval dos Estados Unidos e sanções internacionais.


