Vinicius De Luca, presidente da Korn Ferry para a América do Sul, afirmou que a adaptação das lideranças empresariais à inteligência artificial deve começar agora. Ele alerta que a falta de mudança inviabilizará algumas companhias no curto prazo, segundo o executivo.
De Luca enfatizou que as empresas precisam ir além da adoção de ferramentas de IA, focando no desenvolvimento de competências comportamentais. Capacidades como curiosidade, inovação, execução e aprendizado contínuo ganham peso na seleção de profissionais. O executivo apontou o aprendizado contínuo como o ponto central dessa transformação.
Um levantamento do Fórum Econômico Mundial, citado no programa, indica que trinta e nove por cento das habilidades atuais podem ficar defasadas até 2030. A pesquisa também aponta que cinquenta e nove em cada cem trabalhadores precisarão de treinamento ou requalificação. Para De Luca, o histórico profissional deve ser complementado por competências de adaptação.
O presidente da Korn Ferry ressaltou que a liderança é a força motriz dessa mudança, e o desafio não se restringe aos CEOs. Conselhos de administração também precisam participar das discussões sobre o impacto da inteligência artificial, pois os líderes atuam como embaixadores da cultura organizacional.
Ainda que haja intenção de mudança, De Luca avalia que muitas organizações na América do Sul tratam IA como responsabilidade exclusiva das equipes de tecnologia. Ele defendeu que a adoção da IA deve envolver toda a estrutura da empresa, exigindo investimento em *upskilling* e *reskilling* como prioridade estratégica.


