O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expôs em ato de campanha em São Bernardo do Campo a antiga mágoa com um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O petista mencionou a decisão que impediu sua presença no enterro do irmão, reforçando o desgaste na relação com o magistrado.
Lula comparou o tratamento recebido naquele episódio com o que vivenciou durante a ditadura militar. Ele relembrou que, na época, um delegado permitiu sua saída da cadeia para o funeral da mãe, enquanto o ministro, que ele indicou, não autorizou a presença no sepultamento do irmão, ocorrido em 29 de janeiro de 2019.
O pedido de autorização para o deslocamento foi feito pela defesa do presidente, que recorreu ao STF. O ministro responsável pela Corte concedeu uma permissão parcial, mas a decisão saiu após o início do sepultamento. Por isso, Lula não viajou, o que gerou o afastamento inicial entre os dois.
Relatos indicaram que o episódio do funeral foi a origem do primeiro distanciamento. Três anos depois, em dezembro de 2022, o ministro procurou o presidente e pediu desculpas pela decisão. Contudo, a relação sofreu nova crise em 2024 devido a investigações envolvendo o Banco Master.


