O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cogita editar uma medida provisória para criar o Ministério da Segurança Pública caso o Congresso Nacional aprove a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança no esforço concentrado que começa nesta segunda-feira (31).
Aliados do governo indicam que a implantação efetiva da nova pasta ocorreria apenas após a aprovação da medida provisória, possivelmente depois das eleições, caso Lula seja reeleito. A iniciativa é vista como uma sinalização ao eleitorado sobre a gravidade da segurança pública e o cumprimento de uma promessa de campanha de 2022.
A definição do nome para o cargo ocorreria em um segundo momento. A estratégia de aliados é nomear alguém fora do campo tradicional da esquerda para evitar a imagem de leniência com a criminalidade.
Em ato realizado em Belo Horizonte, o presidente afirmou no sábado (29) que o Congresso aprovará na próxima semana a PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1. Lula declarou que a medida permitirá que homens e mulheres tenham mais tempo para a vida pessoal e cuidados com os filhos.
O texto do fim da escala 6×1 está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O relator, Omar Aziz (PSD-AM), apresentou relatório favorável à proposta já aprovada na Câmara. O presidente se reuniu recentemente com Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado, para dar andamento ao texto.
Durante o evento em Minas Gerais, que contou com a presença das ministras Miriam Belchior e Esther Dweck, Lula também defendeu a soberania nacional, afirmando que nenhum governo estrangeiro interferirá no país enquanto ele for presidente.

