Com quarenta e cinco dias do primeiro turno, em quatro de outubro, as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro definiram estratégias para diminuir a participação dos candidatos em debates. Ambos os postulantes avaliam que os confrontos com oponentes podem causar desgaste durante a disputa.
A decisão ocorre enquanto outras candidaturas intensificam a preparação para a fase decisiva da campanha. O primeiro debate está marcado para domingo, dia vinte e três de agosto, na TV Bandeirantes. Para Lula, integrantes de sua equipe indicam que o presidente não deve comparecer ao encontro da emissora.
O argumento da campanha petista é que o candidato poderia se tornar alvo principal dos ataques de outros competidores, principalmente por ser o mais competitivo na esquerda. A equipe também questiona a composição dos convidados, alegando que alguns nomes não precisariam ser chamados conforme a legislação eleitoral.
A campanha de Flávio Bolsonaro estabeleceu condição para sua presença nos debates: a participação de Lula. O coordenador da candidatura afirmou que a estratégia busca proteger o senador da exposição aos ataques dos adversários. Inicialmente, a equipe previa participação em todos os debates, mas alterou a posição com o aumento das críticas.
Em relação à participação de Lula, ele deverá comparecer somente ao debate da TV Globo, agendado para o dia primeiro de outubro, três dias antes da votação do primeiro turno.

