O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou com Donald Trump, homólogo americano, em ligação de uma hora e vinte minutos. O diálogo abordou a relação bilateral, o novo imposto tarifário imposto ao Brasil e a cooperação contra o crime organizado.
A conversa ocorreu em um momento de tensão na relação entre os dois países, próximo à eleição presidencial brasileira, quando o governo brasileiro teme interferência americana no pleito. Segundo a nota da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, o americano concordou com a necessidade de manter laços comerciais fortes e propôs que equipes dos dois países se reúnam em breve.
Lula defendeu que as alegações do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos sobre o tarifaço são infundadas, afirmando que os percentuais aplicados às exportações prejudicam as economias de ambos os lados. O presidente brasileiro também reiterou interesse na cooperação no combate a grupos criminosos, argumentando que eles exercem terror, mas não se confundem com organizações terroristas.
Em outros temas, os líderes trataram dos conflitos globais, como as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio. Ambos concordaram com a urgência de buscar soluções negociadas para a disputa entre Rússia e Ucrânia, que dura quase cinco anos. Trump sugeriu a convocação de uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança da ONU.
O presidente brasileiro detalhou a estratégia nacional para combater a criminalidade, que inclui a apreensão de cerca de R$ 17 bilhões e o plano de transformar cento e trinta e oito presídios em unidades de segurança máxima. O diálogo, segundo a Secom, transcorreu em tom amistoso, embora a relação bilateral não apresente esse mesmo rumo.


