O Congresso Nacional inicia nesta segunda-feira (31) a última rodada de votações em Brasília antes das eleições de 4 de outubro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta viabilizar a aprovação do fim da escala 6×1 e a manutenção da isenção de impostos para compras internacionais de até US$ 50.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), garantiu apenas a tramitação da proposta de redução da jornada na Comissão de Constituição e Justiça. Alcolumbre evita o compromisso com a votação em plenário para não se indispor com a direita, que defende o pagamento por hora trabalhada e deve crescer numericamente nas eleições.
Durante ato em Belo Horizonte no sábado (29), Lula classificou a redução da jornada como “uma coisa sagrada” e afirmou que a medida será aprovada. O governo também monitora a votação da Medida Provisória que trata da tributação de compras em plataformas estrangeiras, temendo que a volta dos impostos a menos de 30 dias do pleito prejudique a imagem do presidente.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, interromperá a campanha para participar do esforço concentrado de votações no Senado. No domingo (30), em São Paulo, o senador defendeu projeto de Rogério Marinho (PL-RN) que estabelece o pagamento por hora, argumentando que o trabalhador deve ter liberdade para escolher sua carga horária.
A estratégia do governo de priorizar pautas de apelo popular ocorre em um momento de queda na aprovação de Lula e repercussão de informações sobre negócios de seu filho, Lulinha. O presidente busca alterar o cenário eleitoral antes do recesso informal do Congresso.
A semana marca a última oportunidade de votação presencial antes do primeiro turno. Alcolumbre convocou os parlamentares para destravar projetos pendentes, movimento que serve para que candidatos à Presidência conciliem a atuação legislativa com as agendas de campanha.


