Apenas seis dos 22 candidatos a governador apoiados pelo Partido Liberal (PL) confirmaram que exibirão imagens, farão menções ou pedirão votos para o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na estreia da propaganda eleitoral. A ausência do senador reflete acordos estaduais restritos e escolhas estratégicas de aliados nacionais.
Entre os que confirmaram a presença do senador estão Tião Bocalom (PSDB), no Acre, Eduardo Riedel (PSD), em Mato Grosso own Sul, Sergio Moro (PL), no Paraná, e Jorginho Mello (PL), em Santa Catarina. Riedel fará pedido de voto explícito, enquanto Moro utilizará uma referência mais sutil para apresentar a união entre lavajatistas e bolsonaristas.
Em contrapartida, candidatos como Ciro Gomes (PSDB), no Ceará, ACM Neto (União), na Bahia, e JHC (PSDB), em Alagoas, não devem incluir Flávio nos programas. Segundo aliados, os entendimentos com o PL foram construídos para as disputas estaduais e não incluíram compromisso de apoio na eleição presidencial. A campanha de Ciro afirmou que o ex-ministro está focado exclusivamente no Ceará.
Tarcísio de Freitas (Republicanos), em São Paulo, embora seja aliado e participe da estratégia nacional do senador, optou por não utilizá-lo na primeira peça. A decisão indica a preferência de palanques próximos em apresentar a candidatura estadual antes de intensificar a associação nacional.
No Rio de Janeiro, Douglas Ruas, apoiado por Flávio, utilizará apenas uma fotografia do senador na estreia. A equipe do candidato de 37 anos avalia que é necessário construir a imagem própria de Ruas antes de explorar a identificação com o bolsonarismo, com previsão de maior espaço para o presidenciável a partir de quarta-feira.
A tendência de presença limitada se estende aos candidatos ao Senado. Michelle Bolsonaro, no Distrito Federal, e Arthur Lira (PP), em Alagoas, não devem mencionar o senador no primeiro programa. O tempo reduzido para a propaganda dos senadores também limita a possibilidade de associações com candidatos à Presidência.


