O empresário Pablo Marçal registrou sua candidatura à Presidência pelo PRTB no último dia permitido pela Justiça Eleitoral. Ele possui condenações que o tornam inelegível até 2032, mas o registro abre disputa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A candidatura foi protocolada após o empresário resolver sua filiação partidária. Ele obteve liminar para sair do União Brasil e retornar ao PRTB, partido pelo qual concorreu à Prefeitura de São Paulo em 2024. A decisão judicial reconheceu a filiação com data retroativa a quatro de abril, cumprindo requisito de seis meses.
A existência de condenação não impede o partido de protocolar o pedido no sistema eleitoral. O TSE fará a análise do registro para verificar se há causas de inelegibilidade. Enquanto o julgamento não ocorre, Marçal pode realizar atos de campanha.
As condenações têm origem na eleição municipal de São Paulo em 2024. O juiz Antonio Maria Patiño Zorz, da primeira Zona Eleitoral de São Paulo, determinou a inelegibilidade por oito anos por abuso de poder político e econômico, relacionado à estratégia de vídeos curtos.
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) rejeitou os recursos contra a decisão em cinco de agosto. Agora, o foco da candidatura presidencial reside na validade dessas condenações perante o TSE, que decidirá se ele poderá concorrer.


