Um novo projeto de lei em Massachusetts remove restrições estatutárias ao aborto após vinte e quatro semanas de gestação. A lei, sancionada por Maura Healey, permite o procedimento com base no julgamento médico, mas dividiu os democratas estaduais.
O Ato Priorizando Acesso ao Cuidado do Paciente foi aprovado na Câmara de Representantes do estado em vinte e dois de julho. A medida, que permite o aborto em fases mais avançadas, foi votada majoritariamente por linhas partidárias. Nove democratas da Câmara votaram contra o texto, junto a republicanos.
Diversos parlamentares contrários citaram preocupações éticas e legais. Um representante de Winthrop afirmou que a lei permite o aborto sem restrição, chegando até o momento do parto, e que o processo legislativo foi acelerado em duas semanas.
Outro deputado alertou que a legislação estabelece um precedente problemático, pois coloca os médicos em dilemas éticos e conflita com a jurisprudência criminal existente. Ele declarou que a lei ultrapassa os padrões de aceitabilidade para grande parte de seus eleitores.
Maura Healey defendeu a lei durante sua aprovação, dizendo que ela visa garantir que famílias com complicações médicas tardias possam realizar o aborto em Massachusetts, evitando viagens interestaduais.


