Uma médica americana, investigada por assassinar três filhos em janeiro de 2023, realizou buscas na internet sobre alucinações, psicose e efeitos de medicamentos antes do crime. A informação surgiu de análise do aparelho celular da acusada, mostrada nesta quinta-feira (13) durante seu julgamento.
Os dados apresentados indicam que, no final de dezembro de 2022, a mulher pesquisou sobre transtorno bipolar, insônia e métodos de suicídio. Em janeiro do ano seguinte, as buscas se voltaram para a depressão pós-parto. Em outubro, ela também redigiu um bilhete questionando suas escolhas como mãe e a decisão de parar de amamentar o filho mais novo.
A defesa argumenta que a ex-enfermeira obstétrica de 36 anos agia sob efeito de transtorno bipolar e psicose pós-parto, condição que pode alterar a percepção de realidade após o parto. Um psiquiatra forense diagnosticou essas condições após os assassinatos. O bilhete revelava receio de não dar atenção igual aos filhos mais velhos.
A promotoria alega premeditação. Segundo os promotores, a acusada teria articulado a saída do marido de casa em 24 de janeiro de 2023, antes de estrangular as crianças com faixas elásticas de exercício. A promotora solicitou ao júri que não tratasse o caso como debate público de saúde mental.
A acusada declarou-se inocente. Os advogados defendem que ela agia sob transtorno mental e acreditava ouvir vozes ordenando que tirasse a vida dela e dos filhos. A promotoria, por sua vez, sustenta que ela ignorou orientações médicas, apesar de ter buscado ajuda em diversos serviços de saúde mental.


