O conselho de administração do Méliuz aprovou um novo programa de recompra de até 8,105 milhões de ações ordinárias, o que representa até 10% do free float da companhia. A decisão, que visa melhorar a alocação de capital, ocorreu enquanto as ações da empresa caíam 3,92% na bolsa brasileira, negociadas a R$ 4,41.
O programa de aquisições terá prazo máximo de 18 meses, com as operações podendo ocorrer entre 5 de agosto de 2026 e 5 de fevereiro de 2028. A companhia afirmou que a recompra é a melhor alternativa de alocação de capital no momento, citando um Ebitda ajustado de R$ 109,6 milhões acumulado nos 12 meses encerrados no segundo trimestre de 2026, um aumento de 74% em relação ao período anterior.
A Méliuz declarou que possui uma posição financeira de cerca de R$ 258,8 milhões em ativos líquidos, que incluem moeda fiduciária e bitcoin, e não mantém endividamento. A empresa justificou que o preço atual das ações não reflete adequadamente os fundamentos e o potencial de geração de valor.
Paralelamente, a companhia expandiu sua estratégia de tesouraria em bitcoin, permitindo avaliar de forma integrada o caixa e os ativos cripto. O programa anterior já havia sido concluído, resultando na aquisição e cancelamento de 9.131.725 ações, o que reduziu em 8,1% o número de papéis em circulação.


