O ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (PRD), afirmou que a inexperiência de Gracinha Caiado (UB) em campanhas contribuiu para a escalada de tensão entre os dois. Ambos são candidatos ao Senado na chapa governista, que também conta com Vanderlan Cardoso (PSD) e Zacharias Calil (MDB).
A crise tornou-se pública na quinta-feira (27), quando Gracinha acusou Mendanha de promover ataques e desrespeitá-la por ser mulher. Em entrevista à Rádio Difusora nesta sexta-feira (28), a candidata classificou a conduta do concorrente como um episódio misógino e afirmou que ele se vitimiza em vez de reconhecer erros.
Mendanha disse ter recebido as declarações com espanto e negou a autoria dos ataques. Segundo o ex-prefeito, as provocações partem de adversários que tentam desestabilizar o grupo. Ele declarou que a falta de experiência de Gracinha a fez “cair na pilha” de blogs que buscam tirar o equilíbrio da candidata.
A disputa ocorre em um cenário de instabilidade, já que a base governista tentou, inicialmente, lançar apenas dois nomes ao Senado. O arranjo com o PL fracassou após a decisão de Wilder Morais (PL) de concorrer ao governo, o que consolidou a chapa com quatro nomes e gerou descontentamentos frequentes.
Outros episódios de indisposição foram registrados anteriormente, como na convenção da base aliada, quando Mendanha não subiu ao palco, e em evento com prefeitos do Progressistas, envolvendo Zacharias Calil. Fontes próximas ao grupo indicam que os problemas começaram com a filiação de Mendanha ao PSD, antes de migrar para o PRD.
Para tentar pacificar a chapa, a campanha de Daniel Vilela (MDB) nomeou José Mário Schreiner, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), como coordenador-geral. O anúncio oficial ocorre na segunda-feira (31), às 17h. Lideranças do MDB temem que o conflito interno beneficie Gustavo Gayer na disputa.

