O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, deve conceder mais 60 dias à Polícia Federal para concluir o inquérito que apura as operações entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master. A prorrogação foi solicitada após laudos periciais apontarem a necessidade de ouvir integrantes da diretoria do BRB.
A Polícia Federal formalizou o pedido de extensão de prazo referente ao inquérito-base do caso Master, que foca nas transações realizadas pelo BRB. Segundo a PF, os novos laudos periciais ampliaram o escopo da apuração. Os peritos analisaram o processo decisório interno do banco, apontando possíveis falhas de governança e descumprimento de normas internas.
Os investigadores afirmaram que a perícia permitiu identificar a participação de agentes da Diretoria Colegiada do BRB em deliberações ligadas às operações. A PF declarou que as conclusões periciais revelaram fatos novos, o que exige a inclusão de membros da diretoria no polo passivo e a realização de suas oitivas para esclarecer os fatos.
Outro laudo analisou operações envolvendo carteiras da Tirreno negociadas entre Master e BRB. A análise indicou incompatibilidade entre a estrutura financeira da empresa e o volume das transações. Os investigadores também mencionaram ausência de provas de liquidação financeira efetiva nas cessões analisadas.
Além de ouvir os diretores do BRB, a Polícia Federal aguarda documentos do Banco Central para dimensionar o prejuízo gerado pelas operações. A decisão de Mendonça ainda não foi oficializada, mas a avaliação no STF indica que o relator atenderá ao pleito dos investigadores.

