O mercado brasileiro de fusões e aquisições está mais seletivo, com compradores focados em empresas estruturadas, que geram caixa e possuem governança transparente. Especialistas apontam que juros elevados e incertezas eleitorais podem frear novas operações no segundo semestre.
O setor movimentou US$ 32,5 bilhões no primeiro semestre, representando um aumento de 15% comparado ao ano anterior. Contudo, o número de negócios caiu 35%, ficando abaixo de 600 transações, segundo levantamento citado. Um especialista observou que apenas 45% das operações analisadas tiveram o valor divulgado, enquanto os demais 55% constam apenas no número de transações.
Segundo o especialista, o comprador busca negócios estratégicos com robustez e governança. Tecnologia e software lideram em número de operações, e o mercado imobiliário também é procurado por oferecer ativos tangíveis. Para atrair compradores, pequenas e médias empresas precisam organizar governança e demonstrações financeiras, pois a falta de transparência dificulta a negociação.
A alta da taxa Selic, em 14% ao ano, pesa nas operações. Com juros elevados, o empresário pode preferir manter recursos aplicados em vez de adquirir empresas com rentabilidade inferior aos investimentos financeiros. Apesar da contenção, transações iniciadas há um ano podem ser concluídas nos próximos meses.

