A Meta, controladora do Instagram, Facebook e WhatsApp, é a empresa que mais arrecadou com a prestação de serviços a candidatos nas eleições de 2026. Nos primeiros 15 dias de campanha, a companhia recebeu R$ 14,3 milhões, conforme dados públicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O valor recebido pela gigante de tecnologia é quase o dobro do montante da segunda colocada no ranking, a dLocal, empresa de processamento de pagamentos, que arrecadou pouco mais de R$ 8 milhões. O serviço mais contratado junto à Meta é o impulsionamento de materiais de campanha nas redes sociais.
A Pia Filmes aparece na terceira posição da lista, com R$ 4,3 milhões. O valor foi pago pela direção nacional do Progressistas (PP) para a produção de cinco peças publicitárias destinadas a rádio, televisão e internet.
Entre os maiores contratantes da Meta está a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT), candidata ao Senado pelo Paraná, que gastou R$ 350 mil em seis anúncios. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), investiu R$ 300 mil em seis peças de campanha para tentar a reeleição.
O deputado federal Lindbergh Farias (PT), que concorre à reeleição pela Câmara dos Deputados no Rio de Janeiro, gastou R$ 290 mil em oito publicações. Completam a lista de maiores gastos Marília Aparecida Campos (PT), candidata ao Senado por Minas Gerais, com R$ 280 mil, e Bruno Lima (Podemos), candidato à Câmara pelos Distrito Federal, com R$ 226 mil.
Outros 946 candidatos também contrataram serviços de impulsionamento nas redes da Meta. No total, o mercado de serviços para as eleições de 2026 movimentou R$ 235,5 milhões nas duas primeiras semanas de campanha.


