A Meta se recusa a remover publicações que incitam violência contra muçulmanos, utilizando termos como “baratas” e sugerindo que é “tempo de caça”. O conteúdo, que mistura propaganda e desinformação, tem sido direcionado a moradores de Dearborn, Michigan, a maior comunidade árabe-americana dos EUA.
Um relatório de 2022 apontou que as plataformas de mídia social Facebook, Twitter, Instagram, YouTube e TikTok não removeram noventa por cento do conteúdo islamofóbico. O Facebook, especificamente, moderou apenas sete dos cento e vinte e cinco posts sinalizados pelo Centro para Combate ao Ódio Digital, violando suas próprias diretrizes sobre “expressões de desprezo”.
Atualmente, a plataforma contém material islamofóbico e anti-árabe, muitas vezes com imagens geradas por inteligência artificial. Um influenciador supremacista branco, Jake Lang, compartilhou um panfleto gerado por IA convocando seguidores para uma “marcha cruzada em Dearborn” no dia dezoito de agosto. O post fazia referência a cruzadas medievais, com imagens de soldados católicos atacando árabes.
Após a denúncia do material ao Facebook por incitar violência, a plataforma enviou uma mensagem automática informando que não havia removido o conteúdo. Outras postagens permanecem ativas, incluindo um comentário que afirma que “é tempo de caça” e outro que compara muçulmanos a “baratas que infestaram nosso país”.
A retórica que compara seres humanos a pragas tem precedentes históricos, mas ganhou força recente com figuras de extrema-direita. A empresa, detentora do Facebook, mantém o material ativo mesmo após denúncias formais, apesar das políticas internas contra incitação à violência.


