A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu a segurança das urnas eletrônicas e reforçou que a confiança nas instituições é um pilar da democracia. Ela fez a declaração durante evento no Rio Innovation Week, na tarde desta sexta-feira, na capital fluminense.
Em conversa mediada por uma desembargadora, a ministra foi questionada sobre o cenário de desconfiança na democracia brasileira. Cármen Lúcia utilizou a mitologia grega para ilustrar que o voto acompanha a humanidade há séculos. Ela citou a história de cinquenta mulheres que fugiram do Egito para Argos, onde a decisão de permanência foi tomada por votação, prática usada até hoje.
A ministra relacionou esse contexto histórico aos questionamentos sobre o sistema eleitoral brasileiro. Segundo ela, mesmo com a urna eletrônica criada pelo Brasil, surgiram dúvidas sobre sua confiabilidade. Cármen Lúcia afirmou: “A desconfiança é fácil de plantar, mas construir a confiança, que é a base da democracia, é difícil.”
Além da defesa do sistema, a ministra reiterou a importância da liberdade como direito e dever coletivo. Ela também abordou a participação feminina, dizendo que 53% do eleitorado é feminino. Cármen Lúcia declarou que é preciso lutar por igualdade, pois um mundo que agride 310 milhões de mulheres no planeta em 2025 não é civilizado.


