A operação de busca e apreensão autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), contra um suposto informante do jornalista do Maranhão Luís Pablo gerou preocupação entre entidades de jornalismo e direito.
A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) divulgou nota nesta quarta-feira (12) manifestando alarme diante das medidas judiciais que permitiram identificar e perseguir uma fonte do jornalista.
O Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp) disse acompanhar com preocupação a ordem de busca e apreensão cumprida na terça (11) contra Raimundo Cutrim, ex-secretário do Governo do Maranhão, considerado pela Polícia Federal como informante de Luís Pablo.
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) também manifestaram profunda preocupação com os riscos à liberdade de imprensa.
As entidades alertam que a violação do sigilo profissional constitui uma grave ameaça ao exercício do jornalismo e estabelece um perigoso precedente para a liberdade de imprensa no Brasil.


