O ministro da Agricultura criticou a prática de venda de alimentos abaixo do preço de custo, enquanto os consumidores continuam a depender de promoções para reduzir gastos. A discussão sobre a possível proibição da prática avança, apesar dos alertas do setor varejista.
De acordo com análises, seis de dez itens são vendidos em promoção nas lojas, sendo ovos, manteiga, café, leite ou cerveja os mais procurados. Um consumidor afirmou que compra produtos com preços atrativos, como cerveja, quando os encontra em oferta. Outra fonte relatou que o cônjuge do consumidor busca ativamente descontos, folheando panfletos.
A busca por preços baixos cresceu; no ano passado, 62% dos consumidores tentaram comprar alimentos pelo menor preço, e esse índice aumentou dois pontos percentuais neste ano. Analistas apontam que, apesar do aumento da renda disponível, a tentativa de comprar de forma vantajosa permanece forte.
O ministro da Agricultura direciona sua crítica às vendas abaixo do preço de custo, alegando que tais práticas prejudicam o mercado e não trazem qualidade ou preço justo ao consumidor. Por isso, o Ministério está debatendo a possível proibição, algo já vedado em alguns países europeus.
Comerciantes, contudo, alertam que uma medida desse tipo pode gerar um aumento repentino nos preços, especialmente em alimentos básicos. Para os consumidores acostumados com as ofertas, a mudança representaria um impacto significativo nos orçamentos familiares.


