O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (9) que a decisão sobre o corte do subsídio da gasolina foi adiada para a próxima semana. A medida ocorre em meio à alta do petróleo, que atingiu US$ 80 o barril, e à instabilidade geopolítica no Oriente Médio.
Durigan declarou que a retirada da subvenção, que pode ser parcial ou total, exige cautela devido ao impacto nos preços. O governo já havia encerrado, na semana anterior, o subsídio de R$ 0,35 por litro de diesel. A expectativa inicial era de que a normalização dos preços internacionais permitisse a retirada do benefício da gasolina ainda nesta semana.
O cenário é acompanhado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que sinalizou a possibilidade de votar um projeto para compensar a perda de arrecadação caso o governo não finalize a retirada do subsídio. A proposta, enviada pelo Executivo, contém emendas que beneficiam o setor de etanol e o agronegócio, gerando pressão política sobre a equipe econômica.

