O Ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira, dia 17, que o Brasil possui força energética e não se submete a potências globais, como as da América do Norte, Europa ou Ásia. A declaração ocorreu durante a 27ª Conferência Anual do Santander, em São Paulo.
Durigan citou o conflito entre Estados Unidos e Irã, no Oriente Médio, que gerou um impacto no fornecimento global de petróleo. Segundo o ministro, essa situação coloca o Brasil em posição de destaque devido à sua matriz energética, ao uso de biocombustíveis e ao potencial da Petrobras.
O ministro explicou que, com o choque do petróleo, o país se estabelece como uma força energética, considerando também a possibilidade de descoberta de óleo na margem equatorial. Contudo, ele reconheceu que o Brasil ainda importa parte do combustível com preço elevado, o que afeta os custos internos.
Sobre os subsídios à gasolina, Durigan contestou a ideia de que tais medidas são “pautas bomba”. Ele informou que os acordos com os estados ocorreram a cada dois meses e que seu objetivo é eliminar os subsídios restantes até o final do ano, visando cumprir metas orçamentárias.


