O Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP foram selecionados pela OpenAI para desenvolver estudos sobre o impacto da inteligência artificial em novos negócios. A iniciativa inclui instituições dos Estados Unidos, União Europeia, Singapura e Coreia do Sul.
A companhia, responsável pelo ChatGPT, vê o Brasil como mercado estratégico, dado que a plataforma registra cinquenta milhões de usuários mensais no país. O IMPA conduzirá o projeto denominado “Construindo pesquisa científica resiliente na Era da Inteligência”. O estudo analisará os recursos necessários para que instituições de pesquisa transformem o acesso à IA em progresso científico.
Com apoio de matemáticos, o projeto avaliará fatores como custos e capacidade computacional. Entre os resultados esperados, há um modelo replicável de mensuração e custos, além de um relatório público sobre o Direito à IA. O diretor-geral do IMPA, Marcelo Viana, afirmou que o objetivo é entender como pesquisadores concretizam avanços na matemática.
Já o Hospital das Clínicas da FMUSP desenvolverá o projeto “Infraestrutura clínica de IA centrada nas pessoas para hospitais públicos”. A meta é criar um protótipo de infraestrutura de dados clínicos para organizar informações no Sistema Único de Saúde (SUS). A professora Ludhmila Abrahão Hajjar, da Faculdade de Medicina da USP, disse que a IA pode reduzir a fragmentação na revisão de prontuários e melhorar os fluxos de trabalho clínicos.


