O ministro da Fazenda, Dario Durigan, avalia que a aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica auxiliará nas negociações com os Estados Unidos, em resposta ao aumento de tarifas. Durigan fez a declaração após reuniões com empresários em São Paulo, nesta quarta-feira (19).
A medida, que visa retaliação às tarifas americanas, foi discutida com representantes do setor produtivo. Durigan afirmou que há uma compreensão ampla entre os empresários sobre a lei. Ele declarou que não recebeu preocupações de que a ação atrapalharia as tratativas, pois o país demonstra disposição para dialogar.
Entre as ações governamentais mencionadas, estão a segunda fase do programa Brasil Soberano e a extensão do drawback. O ministro reconheceu, contudo, que o governo pode não conseguir auxiliar em todos os casos com as ferramentas atuais. O setor exportador, porém, considera que a reciprocidade dificilmente exercerá pressão imediata sobre o governo americano.
Estimativas do setor indicam que o processo de aplicação da lei pode levar pelo menos três meses para gerar efeitos concretos. Esse prazo é visto como incompatível com a urgência das conversas com a administração americana. Para os empresários, a iniciativa também possui um aspecto político, reforçando a defesa da soberania nacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


