O partido Missão acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta sexta-feira e entregou à Corte o endereço de IP usado para iniciar a filiação irregular de Flávio Bolsonaro. A ação visa identificar o responsável pelo cadastro, apresentando também registros de e-mails abertos e links acessados.
A legenda solicitou ao TSE que obtivesse junto aos provedores dados sobre a origem e titularidade do IP, além dos registros de conexão do período. Segundo o Missão, o cadastro em nome de Flávio começou em dois de agosto, às 9h05. O procedimento foi feito com informações falsas, incluindo um CPF fictício, embora o e-mail utilizado fosse o endereço oficial do mandato do senador no Senado.
A documentação entregue ao tribunal mostra a entrega e a abertura das mensagens, além de cliques em links enviados ao longo dos dez dias entre o pedido inicial e o processamento da filiação pela Justiça Eleitoral. O presidente do Missão, Renan Santos, afirmou que o caso envolveu uma manipulação no sistema.
O partido relatou que tentou impedir os efeitos do cadastro após notar divergência entre o CPF informado e o título eleitoral de Flávio. Em doze de agosto, às 9h11, a tentativa de reverter o registro no sistema Filia retornou uma mensagem de erro. No dia seguinte, a filiação apareceu como regular.
O presidente do TSE, Nunes Marques, determinou na quinta-feira o restabelecimento da filiação de Flávio ao PL, considerando que havia elementos indicando que a alteração ocorreu sem vontade do senador. A decisão também ordenou a preservação dos logs e a abertura de investigação para identificar a autoria da mudança.


