O Missão protocolou uma notícia-crime no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na sexta-feira, dia 14, para que investigue a filiação de um candidato à Presidência da República ao partido. O documento, assinado por Renan Santos, aponta suspeita de falsidade ideológica e alteração intencional de dados no processo de filiação.
O TSE havia negado, em ocasião anterior, que a inclusão do nome do candidato tivesse ocorrido por meio de hackeamento do sistema eletrônico da Corte. A Justiça Eleitoral informou que houve uso indevido da ferramenta por um usuário ligado ao Missão.
Diante da situação, o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do tribunal, determinou que a filiação do candidato ao PL fosse restabelecida. Posteriormente, a campanha do candidato realizou o registro de candidatura normalmente.
A filiação irregular levou o TSE a suspender temporariamente o processamento de novos registros no Sistema de Filiação Partidária (Filia). Segundo o órgão, também foi identificada uma tentativa de filiação falsa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao PT em outro partido, mas o registro não foi efetivado.


