O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento de uma investigação sobre suposto apoio da Havan a manifestações que bloquearam a BR-470, em Rio do Sul, Santa Catarina, em novembro de 2022.
A decisão seguiu recomendação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que não identificou elementos que comprovassem envolvimento direto da empresa ou de seus representantes no movimento. A apuração teve início a partir dos atos de três de novembro de 2022, perto de uma unidade da Havan.
Os manifestantes defendiam pautas como intervenção militar, fechamento do STF e anulação de eleições. A Polícia Federal (PF) confirmou que o espaço físico da Havan foi usado pelos participantes. Contudo, a investigação não achou provas de que a empresa autorizasse a ocupação ou desse suporte material ao ato.
Segundo o relatório final da PF, comprovada a utilização do espaço, os elementos informativos não permitiram concluir pela autorização de uso da estrutura ou por colaboração material. A gerente da unidade negou ter havido incentivo e informou que os bloqueios causaram redução de cerca de 70% no faturamento local.
O diretor-presidente da Havan, Edson Luiz Diegoli, declarou que a companhia não aderiu nem contribuiu para as manifestações. A empresa, em nota, manifestou satisfação com o arquivamento, afirmando que nada de irregular foi feito.

