Grupos de defesa da liberdade de expressão alertam contra a possibilidade de a morte de um ex-professor de Cambridge desencadear medidas de censura na mídia. Sarah McLaughlin, acadêmica sênior da Fundação for Individual Rights and Expression (FIRE), apontou um movimento em direção à censura no Reino Unido após o falecimento do professor.
A acadêmica McLaughlin detalhou que há grupos ativistas e organizações sem fins lucrativos pressionando por uma investigação governamental sobre a imprensa. Esses grupos questionam o processo editorial que gerou ampla cobertura sobre o falecimento e as alegações de plágio do professor. Parlamentares também apoiaram petições pedindo tais investigações.
O professor foi encontrado morto em um endereço no sul de Londres na semana passada. As autoridades policiais informaram que a morte não parecia suspeita. Ele havia anunciado sua renúncia à Universidade de Cambridge após a instituição iniciar uma investigação sobre suas qualificações acadêmicas, em meio a acusações de plágio.
Uma petição, apoiada por mais de 133 mil pessoas até sexta-feira, exige uma investigação pública para garantir uma imprensa responsável. Os signatários alegam que a cobertura jornalística ocorreu quando o interesse público razoável na história diminuiu. O documento afirma que a morte não foi causada pelas alegações de plágio, mas sim pela cobertura da imprensa.
McLaughlin reforçou que, embora seja razoável criticar a imprensa por reportagens imprecisas, a censura não é a solução. Ela argumentou que conceder poder ao governo para censurar a fala criaria ferramentas para silenciar críticos e denunciantes, gerando mais problemas.


